O lúdico como facilitador do processo de ensino aprendizagem
Qua, 08 de Dezembro de 2010 13:26

Eloana C. Cucolo da Matta [1]

Maria de Socorro T. de Freitas [2]

Roseli Matos dos Santos  [3]

 

RESUMO: É do conhecimento de todos os professores que, a cada ano que passa, muitas são as dificuldades encontradas no que diz respeito à aprendizagem dos conteúdos escolares. Muitos métodos são inventados e reinventados, todos com o mesmo objetivo, facilitar o processo ensino-aprendizagem. Sendo assim, este trabalho de revisão bibliográfica pretende ressaltar a grande importância do uso do lúdico nas práticas escolarizadas, objetivando despertar interesse de pedagogos que tenham como meta, promover o ensino com qualidade de forma prazerosa e satisfatória. A ludicidade tem se apresentado como uma ferramenta pedagógica fundamental a ser incluída nos currículos escolares, tendo em vista que a atividade lúdica representa a possibilidade da criança externar seus sentimentos, suas representações a cerca da realidade vivida; ajuda na capacidade de criação e no estabelecimento e assimilação de valores. Para tanto este trabalho é apenas um norteador para posteriores pesquisas de caráter bibliográfico, acreditando-se que possa ser um auxiliador no processo de seleção de métodos a serem adotados em sala de aula.

Palavras-Chave: Ensino-aprendizagem. Lúdico.

 

1. INTRODUÇÃO

Ao longo dos anos, muitas dificuldades surgiram na educação brasileira, assim, os educadores foram levados a promover meios e técnicas diferentes de ensino e cada vez mais ousadas no sentido de incentivar a aprendizagem do aluno.

A dificuldade de aprendizado não esta relacionada a uma única classe social: ela esta presente nos mais variados níveis sociais e econômicos e em todo o país. Não é um problema que atinge a uma determinada pessoa, é uma dificuldade que aflige a todos, e, portanto, algo que deve ser constantemente estudado no sentido de amenizar as dificuldades enfrentadas pelos educadores. Desta maneira, os professores buscam promover a maior satisfação dos educandos e o interesse pela aprendizagem.

Neste contexto o professor tem um grande papel no processo de ensino aprendizagem. É necessário que ele deixe que a criatividade esteja sempre presente no preparo de seus planos de aula e consequentemente nas práticas de sala de aula. De acordo com Steiner (1986, p. 10):

Quando começamos como educadores a introduzir a coação por mínima que seja, naquilo que a natureza individual quer: quando não compreendemos ser necessário deixá-la livre e sermos apenas os guias auxiliares, prejudicamos então a organização humana para a vida eterna.

A visão de que algumas disciplinas não têm tanta importância, talvez, pode ser um problema que levam o educando a se desinteressar pelas mesmas, o que prejudica o processo de aprendizagem. Porém, para abordarmos as metodologias e conteúdos ministrados em aula, é importante que, primeiramente, compreendamos como as aprendizagens acontecem para, posteriormente, abordarmos dentre as possibilidades, a ludicidade como um dos meios facilitadores da interação entre aluno e professor, ensino e aprendizagem. Para Pelizzari et al. (2002, p. 21):

A aprendizagem é muito mais significativa a medida que o novo conteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento de um aluno e adquire significado para ele a partir da relação com seu conhecimento prévio. Ao contrário, ela se torna mecânica ou repetitiva, uma vez que se produziu menos essa incorporação e atribuição de significados, e o novo conteúdo a ser armazenado isoladamente ou por meio de associações arbitrárias na estrutura cognitiva.

O objetivo do trabalho é relatar de forma sucinta que o processo de aprendizagem se dá com muito mais eficácia quando se adotam meios que incentivam aos alunos a realizarem a tão importante busca pelo conhecimento. Desta forma, a ludicidade é uma proposta para a facilitação desta busca, tornando a aprendizagem um processo prazeroso.

Assim, abordaremos o processo de aprendizagem, relatando de forma breve sobre a ludicidade como uma proposta facilitadora de aprendizagem, apresentando sua importância e sua colaboração no processo de aprendizagem do aluno, bem como, para o desenvolvimento geral dos seres humanos.

 

2. O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

 

Aprender é um processo em que cada individuo adquire novos conhecimentos, habilidades, valores diversos e, principalmente, desenvolve a capacidade de pensar, julgar e empregar conceitos que direcionem à mudanças de atitudes e de comportamentos no cotidiano frente a sociedade.

Segundo Vygotsky (In: ALVES & MAGALHÃES, 2006, p. 17):

A aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo podem ser compreendidos como a transformação de processos básicos, biologicamente determinados, em processos psicológicos mais complexos. Essa transformação ocorre de acordo com a interação com o meio social e do uso de ferramentas e símbolos culturalmente determinados.

Essa aprendizagem esta dividida em sete estilos, sendo Físico, quando o individuo usa muito a expressão corporal para se expressar; Interpessoal, quando o individuo é introspectivo; Lingüístico, quando os sujeitos se expressam melhor com as palavras; Matemático, quando predomina o pensamento/raciocínio lógico; Musical, quando as pessoas se interessam mais por sons e musicas; Visual, sujeitos que exploram mais o aspecto visual das coisas.

Dentre esses estilos de aprendizagens, os professores podem se utilizar de diversos recursos pedagógicos, com os quais possibilitarão a construção do conhecimento de forma intensa. Essa construção pode ser com indivíduos diferentes e com aspectos diferentes e diferentes modos. Abrangendo uma totalidade de indivíduos tocados pelo saber, alguns exemplos são os jogos, os quebra-cabeças e outras atividades apresentadas com o uso de livros e até mesmo com materiais tecnológicos, pois estamos inseridos em um mundo globalizado e desenvolvido nos mais variados aspectos, inclusive os cibernéticos e eletrônicos.

Conforme acreditava John Locke (1690), todo ser nascia como uma tábua rasa, ou seja, sem nenhuma impressão de conhecimento, aspecto e personalidade. Ele afirmava ainda que o desenvolvimento desse aspecto fosse construído de acordo com o meio em que o individuo estivesse inserido, ou seja, anexaríamos valores, conhecimentos e desenvolveríamos nossas características conforme o “habitat” que estivéssemos inseridos, por isso, a necessidade de se buscar o conhecimento, adotar valores éticos, morais, e sociais na aprendizagem, principalmente de crianças.

Para que o desenvolvimento escolar ocorra com sucesso, na aprendizagem escolar, existem os seguintes elementos centrais: o aluno; o professor e a situação de aprendizagem. As teorias de aprendizagens têm em comum o fato de assumirem que indivíduos são apenas ativos na busca e construção de conhecimentos, dentro de um contexto significativo. Os conhecimentos prévios dos alunos devem ser valorizados, para que possam construir estruturas cognitivas que permitem descobrir e redescobrir outros conhecimentos, caracterizando, assim, uma aprendizagem prazerosa e eficaz.

No que diz respeito ao processo de ensino do professor, a responsabilidade do mesmo é diagnosticar o conhecimento que o aluno já carrega para si; organizar, selecionar e aplicar o material educativo; verificar se os conceitos assimilados durante o processo de conhecimento desenvolvido entre professores e alunos aos aceitos pela disciplina; readaptar a maneira de ensinar, de acordo com cada aluno, pois cada qual absorve de sua determinada maneira o conhecimento.

Já os alunos têm a responsabilidade de captar e organizar novos conhecimentos e aprender significativamente. Este último item é o que se julga de maior importância para a sua vida educacional, pois caberá a ele a escolha de aprender de forma qualitativa ou de forma simplesmente robótica.

Esse conhecimento escolar que adquirimos requer constantes atualizações, pois vivemos em um mundo globalizado onde a velocidade das informações é assustadora, construindo o avanço rápido das tecnologias e ciências para a construção de novos conhecimentos. Por esse motivo, é necessário aprender a como se atualizar, a como buscar o conhecimento de forma atual, constante e verdadeira. É a velha historia de saber a ensinar a pescar e não fornecer o peixe de bandeja, portanto, temos de saber onde buscar o conhecimento, quais as fontes que buscaremos a educação permanente ou continuada, esse hábito deve ser adquirido para a vida diária.

As teorias de aprendizagem buscam reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem, e tentam explicar a relação entre o conhecimento pré-existente e o novo conhecimento, mas, basicamente, identificação pessoal e relação através da interação entre as pessoas.

Segundo Moreira (1999, p 32), existem três os tipos de aprendizagens: cognitiva, afetiva e psicomotora. Assim,

a cognitiva é aquela resultante do armazenamento organizado de informações na mente do individuo e esse complexo organizado é conhecido como estrutura cognitiva. A efetiva resulta de sinais internos ao sujeito e pode ser identificada com experiência tais como prazer e dor, satisfação e descontentamento, alegria ou ansiedade. Algumas experiências afetivas sempre acompanham as experiências cognitivas. Portanto a aprendizagem afetiva é simultânea com a cognitiva. A psicomotora envolve respostas musculares adquiridas através de treino e pratica, mas alguma aprendizagem cognitiva é geralmente importante na aquisição de habilidades psicomotoras.

É importante ressaltar que os meios pelos quais o processo de ensino e aprendizagem ocorre é de suma importância. Um método que promove a flexibilidade ao abordar determinados assuntos, mesmo com metodologias diversificadas que interajam com a realidade do aluno, pode ter muito mais eficácia.

É responsabilidade de o educador promover a construção do saber baseado sempre em métodos que possam ressaltar a importância da realidade vivida pelos alunos sem deixar de ao mesmo tempo transmitir-lhes o conteúdo programado, ou seja, o professor lançará mão do conteúdo programático em conjunto com a realidade cultural, social, ético, dentre outros, de maneira que o aluno possa sentir-se inserido no contexto trabalhado em sala.

 

3. BRINCAR AO ESTUDAR, ATIVIDADE QUE FAVORECE A APRENDIZAGEM E FACILITA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

 

Atualmente, a educação tem sido questionada quanto à eficácia de métodos utilizados por professores que buscam alternativas visando facilitar a aprendizagem do aluno. Dentre as metodologias mais eficazes esta a utilização da ludicidade, durante a aplicação de conteúdos, sendo o lúdico uma das pontes de ligação entre o aluno e o conhecimento.

Maluf (2003, p. 29), afirma que, “[...] as brincadeiras enriquecem o currículo, podendo ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma pratica e no concreto”. O autor reforça que cabe ao professor, em sala de aula de aula ou fora dela, estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar este tipo de trabalho. Assim, criar oportunidades para que o brincar aconteça é responsabilidade do professor, e deve ser sempre de maneira educativa, ou seja, a brincadeira deve ter um cunho educativo.

A partir da brincadeira, a criança passa a assumir papeis diferentes, vivencia responsabilidades diferentes, desde ser um líder do grupo, ou ser um intermediário, ou ate mesmo o representante que transmitirá a opinião expressa por todos, etc. Dessa forma crianças passa a interagir e na pratica aprende com maior facilidade.

De acordo com Kahl et al ( 2003, p. 02),

no mundo do brinquedo e dos jogos, no qual o educador aprende a editar as regras, a brincadeira não é uma atividade inata, mas sim uma atividade social e humana supõe contextos sociais a partir dos quais o aprendiz comanda uma Nova realidade e estabelece suas normas.

Por outro lado, a participação do adulto no mundo das brincadeiras é muito importante, pois, “[...] eleva o nível de interesse pelo enriquecimento que proporciona, podendo também contribuir para o clareamento de duvidas referentes às regras das brincadeiras, tendo-se em vista que ao interagir com os objetos e com outras pessoas, a criança constrói relações e conhecimentos a respeito do mundo em que vive. (Maluf, 2003, p. 30). Para o autor as atividades lúdicas precisam ocupar um lugar especial ma educação em que o professor deve interagir com os alunos, pois é através dele que as crianças passarão a crescer em conhecimento e absorverão Maximo de informação durante as experiências vivenciadas, desta forma a criança consegue tirar lições que as auxiliam na formação de seu caráter.

Entendendo que o professor é figura essencial para isso aconteça , ele deve criar os espaços, oferecendo materiais adequados e participando de momentos lúdicos. Segundo Volpato ( 2002, p. 96):

O jogo e a brincadeira estão presentes na escola nas mais variadas situações e sob as mais diversas formas. Também são diversas a concepções sobre o lugar e a importância dessas atividades na pratica pedagógica [...] que pode ser traduzida em métodos educacionais que valorizam e buscam evitar distinção rígida entre jogo e tarefas sérias. Nesse caso, os jogos e brincadeiras das crianças podem e devem ser introduzidas como recursos didáticos importantes, pois, brincando a criança aprende.

Por outro lado, é importante que a criança crie alternativas, bem como, situações que farão com que ela passe a solucionar problemas e a compreender e aprender a situação.A escola é primordial quando envolve atividades lúdicas no processo de ensino, pois atribui outros valores às brincadeiras, mostra outros caminhos e outras possibilidades de pensar sobre o brinquedo. De acordo com Oliveira (2002, p 43), no processo de desenvolvimento,

[...] a criança começa usando as mesmas formas de comportamento que outras pessoas inicialmente usaram em relação a ela. Isto ocorre porque, desde os primeiros o ocorre porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social, refratadas através de seu ambiente humano que auxilia a atender seus objetivos.

É importante ressaltar que a brincadeira realizada na escola é diferente daquela que acontece em outros locais. Normalmente, as brincadeiras e os jogos têm uma função, uma intenção, que são determinadas, adequadas, dependendo de onde acontecem.

Para Kahl (2003), as brincadeiras ocorridas na escola têm que estar sempre buscando alcançar um objetivo, seja para a alfabetização, seja para o repasse de boas maneiras, ou com quaisquer fins educativos. Isto porque, a brincadeira, em seu todo, é um período de aprendizagem significativa para a criança, independente de onde ocorra. “Na escola, mais precisamente nas series iniciais, o trabalho com o lúdico pode ser feito de forma a reconhecer as questões da infância, despertando interesses, e como tentativa de estudar os assuntos de modo mais agradável” (IDEM, 2003, p. 05).

Torna-se importante tais atividades também porque são novas possibilidades para aqueles alunos com mais dificuldades de aprendizagem, de apreensão do conteúdo. Também não só para desenvolver conteúdos, a utilização do lúdico na escola caracteriza-se como um recurso pedagógico riquíssimo.

Através da brincadeira, a professora pode explorar a criatividade, a valorização do movimento, a solidariedade, o desenvolvimento cultural a assimilação de novos conhecimentos e as relações da sociedade, incorporando novos valores. Neste sentido, a realização da brincadeira na escola é uma garantia do momento mágico acontecer. Segundo Alves (2003, p. 31), “[...] os brinquedos dão prazer. Os brinquedos fazem pensar.”

 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O uso da ludicidade no processo de ensino aprendizagem tem sido nos últimos anos, alvo de muitos estudos, o que vem comprovado sua eficácia no desenvolvimento da aprendizagem das crianças. Apesar de se tratar de uma proposta relativamente nova, o avanço de pesquisas aponta para um olhar cuidadoso no que se refere à proposição de atividades lúdicas no espaço escolar.

A ludicidade tem-se apresentado como uma ferramenta pedagógica fundamental a ser incluída nos currículos escolares, tendo em vista que a atividade lúdica representa a possibilidade da criança externar seus sentimentos, externar suas representações acerca da realidade vivida, ajuda na capacidade de criação e no estabelecimento e assimilação de valores.

Em considerando ao curto espaço de tempo e mediante ao objetivo deste trabalho, percebe-se que muito há por estudar, mas o fato de realizar a experiência de pesquisa nos motiva a dar prosseguimento em uma futura pesquisa, posteriormente numa próxima oportunidade.

 

 

5. REFERÊNCIAS

 

ADANS, P. O amor é contagioso. 3 ed. Sextante.Rio de Janeiro: 1998.

ALVES, Rubens. Conversas sobre educação. Venus, São Paulo: 2003.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. Ministério da educação e cultura. Secretaria de educação fundamental. MEC/SEF, Brasília: 1997.

CHAPARRO, Nilzalina Silva; TEIXEIRA, Francisca Mercedes; BRANDÃO, Simone FERREIRA; Souza, Renata Sebastiana de. BRINCAR DE MEDICO: do símbolo para o real – a experiência vivida pelas crianças internadas na pediatria do HUJM. Hospital Universitário Julio Muller – Mato Grosso.

FRIEDMANN, A. A Evolução do brincar. In: ____ O direito de brincar: a brinquedoteca. 4 ed. Abrinq, São Paulo: 1998.

KAHL, K.; LIMA, M.E.O.;GOMES, I. Alfabetização: construindo alternativas com jogos pedagógicos. Blumenau: 2003.

LOCKE, John. Ensaio acerca do Entendimento Humano. Reino Unido, 1690.

MALUF, A. C. M. Brincar prazer e aprendizado. Vozes, Petropolis: 2003.

MOREIRA, Mauro Antonio . Teorias de aprendizagem. EPU. São Paulo: 1999.

OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação infantil: fundamentos e métodos. Cortez. São Paulo: 2002. P. 160.

PELIZZARI, A.; KRIEGI, M.L.; BARON, M.P.; FINCK, N.T.L.; DOROCINSKI, S. I. Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel . Curitiba 2002.

PIAGET, J. INHELDER, B. O desenvolvimento das quantidades físicas da criança. 2. Ed. Zahar editores. Rio de Janeiro: 1975.

PIAGET, J. Para onde vai a educação? Rio de Janeiro: Ed. Jose Olimpio, 1977.

VOLPATO, Gildo. Jogo, brincadeira e brinquedo: usos e significados no contexto escolar e familiar. Cidade futura. Florianópolis: 2002.

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[1] Licenciada em Matemática pela UNEMAT e em Pedagogia pela ULBRA. É pós-graduada em Educação Matemática pelo ICE.

[2] Graduada em Biologia pela UNIVAG e em Pedagogia pela ULBRA. É pós-graduada em Ciências biológicas pelo ICE

[3] Acadêmica de pedagogia pela UNEMAT.

 

 

 

 

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