A receita em sala de aula: possibilidade de aprendizagens
Seg, 20 de Junho de 2011 00:00
Ana Paula Rodrigues
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Dulce Helena da Silva Lima
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Elisabete Almeida Amaro
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RESUMO: Este trabalho tem como objetivo discorrer a importância de se trabalhar coletivamente, a fim de desenvolver habilidades para que os alunos reconheçam a estrutura dos gêneros textuais, mais especificamente, do gênero Receita. Desta forma, buscou-se integrar as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática na perspectiva de desenvolver conhecimentos específicos das disciplinas, a partir de situações concretas de aprendizagens. Para tal, nos pautamos na receita culinária, texto selecionado pelos educandos, a fim de que pudesse contribuir na identificação das inúmeras possibilidades de aprendizagens advindas do gênero. Além disso, pudemos estabelecer diálogos sobre princípios éticos que devem reger o processo educativo, como: amorosidade, ética e comprometimento (FREIRE, 1996).

PALAVRAS-CHAVE: Receita. Interdisciplinaridade. Gêneros.


1. Primeiros Contextos

Este trabalho foi desenvolvido no contexto das salas de aulas de escolas diferenciadas, no município de Mirassol D’Oeste, com o objetivo de fazer os alunos compreenderem que o gênero textual – receita – ultrapassa a culinária, pois empreendem outras informações, como: receitas para jogos, receitas de remédios e receitas de boa forma. Assim, a partir do gênero citado trabalhamos com uma multiplicidade de estratégias acrescidas de diversas atividades lúdicas, a fim de que os educandos percebessem que mesmo os gêneros, julgados mais homogêneos, apresentam uma multiplicidade de sentidos.

Após a leitura de textos que contemplam o gênero receita, os educandos ficaram surpresos com a variedade de receitas disponíveis, no entanto, optaram por dar maior ênfase na receita culinária. Desta forma, foi possível estimular a leitura e a compreensão dos gêneros instrucionais dentro e fora do ambiente escolar. Assim, buscamos aprimorar e desenvolver os conhecimentos adquiridos nos ciclos anteriores, como meio para desenvolver a leitura, a oralidade e a produção textual, bem como salientar a importância da relação entre o saber da escola e os saberes prévios dos educandos, no sentido de estimular a interpretação de textos e a compreensão das atividades que envolvem os cálculos matemáticos.

As estratégias de ensino e aprendizagens sugeridas, a partir do gênero selecionado, nos fizeram compreender que é preciso romper a mera reprodução veiculada nos livros didáticos e criar outras possibilidades de ensino a respeito dos gêneros discursivos, salientando a possível relação entre as áreas do conhecimento na estrutura composicional ou estilo dos textos.


2. O Gênero Receita: Teoria & Prática

É preciso saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Paulo Freire

A leitura e a escrita são requisitos de suma importância para o desenvolvimento cognitivo do ser humano, porém, não basta saber ler e escrever se não consegue compreender o que se lê. É preciso desenvolver mais que a decodificação de símbolos, a fim de inserir na sociedade letrada na qual nos inserimos, portanto, o conhecimento a ser desenvolvido na escola deve vir aliado às práticas sociais vivenciadas pelos educandos/educadores.Neste sentido,

desde muito pequenos aprendemos a entender o mundo que nos rodeia. Por isso, antes mesmo de aprender a ler e a escrever palavras e frases, já estamos "lendo", bem ou mal, o mundo que nos cerca. Mas este conhecimento que ganhamos de nossa prática não basta. Precisamos ir além dele. Precisamos conhecer melhor as coisas que já conhecemos e conhecer outras que ainda não conhecemos (FREIRE, 2001, p.71).

Como podemos perceber o educando tem que refletir sobre aquilo que está desenvolvendo, sendo capaz de reconhecer e produzir novos gêneros a partir de modelos preexistentes. Ao realizar a leitura dos textos prescritivos, o educando poderá refletir sobre como a linguagem e a matemática estão internamente ligadas ao dia-a-dia, facilitando não somente a compreensão da vida cotidiana como também a compreensão dos saberes específicos da escola.

O professor deve agir como mediador das aprendizagens dos educandos, ao aguçar a compreensão da bula de remédio, da receita de um bolo, do manual de um jogo ou de um problema matemático relacionando-os as práticas vivenciadas pelos alunos, este está possibilitando um aprendizado significativo que ultrapassa os muros escolares, está praticando o letramento, ou seja, utilizando a escrita e a leitura para que os educandos compreendam os conteúdos específicos das disciplinas inseridos no seu contexto de vida.

[...] na prática democrática e crítica, a leitura do mundo e a leitura das palavras estão dinamicamente juntas. O comando da leitura e da escrita se dá a partir de palavras e de temas significativos à experiência comum dos alfabetizandos e não de palavras e de temas apenas ligados à experiência do educador (FREIRE, 2001, p.29).

As instruções contidas nos textos prescritivos requerem maneiras  concretas para serem escritos e lidos. Portanto, é preciso ensinar essas diversas estratégias de leitura na escola. Estudos enfatizando a importância de a escola trabalhar a leitura a partir dos diferentes gêneros de texto argumentam ainda que esta seria uma forma de trabalhar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia (Marcuschi,2002).

Nesse sentido, acreditamos que à escola cabe levar o aluno a refletir a importância dos gêneros textuais no contexto da vida cotidiana, bem como compreender como os conteúdos específicos de outras disciplinas podem dialogar com os sentidos destes advindos, ou seja, mesmo as resoluções de problemas matemáticos, vistos muitas vezes, como conteúdo fixo e imutável, estão presentes nesses gêneros, mostrando assim, a afinidade da vida cotidiana com os saberes que devem ser desenvolvidos na escola. Koch (2004) a afirmar que:

O estudo dos gêneros constitui hoje uma das preocupações centrais da LT, particularmente no que diz respeito às práticas sociais que os determinam, à sua localização no continuum fala/escrita, às opções estilísticas que lhes são próprias e à sua construção composicional, em termos macro e microestruturais (IBIDEM, 2004, p. 167-168).

A importância dada à questão dos gêneros parece responder a um movimento natural o que vem explicar o objeto de análise dessa área que  passou de elementos pontuais facilmente detectáveis  e foi ampliando-se até passar  pelo texto  como um todo. Essa ampliação passou do texto para um conjunto de textos com características semelhantes  a tipologia que discutiremos nesse trabalho.

Estas possíveis relações são estratégias de ensino que podem fomentar as discussões sobre práticas de letramento no âmbito escolar. A este respeito (PAIS, 2001), salienta que:

A educação escolar deve se iniciar pela vivência do aluno, mas isso não significa que ela deva ser reduzida ao saber cotidiano. No caso da matemática, consistem em partir dos números, das medidas e da geometria, contextualizadas em situações próximas do aluno. O desafio didático consiste em estruturar condições para que ocorra uma evolução desta situação inicial  rumo aos conceitos previstos. Uma forma de dar sentido ao plano existencial do aluno é através do compromisso com o contexto  por ele vivenciado, fazendo com aquilo que ele estuda tenha um significado autêntico e por isso deve estar próximo de sua realidade. Mas é necessário voltar a enfatizar: partir da realidade do aluno não significa substituir o saber escolar pelo saber cotidiano. O objetivo da aprendizagem escolar não é o mesmo do saber cotidiano. O saber escolar serve, em particular, para modificar o estatuto dos saberes que o aluno já aprendeu nas situações do mundo-da-vida (PAIS, 2001. p.26-28).

O gênero receita culinária possui forte apelo cultural, pois é composto de  receitas que passam de geração em geração, carregando uma carga incontestável de sentidos socioculturais. Por meio deste gênero é possível compreender alguns sentidos que abarcam as relações humanas no processo sócio-histórico, bem como aproximar educandos, educadores e família. A justificativa mais importante que sustenta o trabalho com receitas nos anos iniciais do ensino fundamental é o fato de que se trata de um gênero que já é trabalhado na escola por apresentar uma estrutura menos complexa que os outros e que compartilha de certas propriedades de outros gêneros do discurso como: instrução de jogo, instrução de montagem, bula de remédio, regulamento, leis, etc. A idéia é começar por um gênero simples para que, nos outros anos escolares, se possa trabalhar com gêneros complexos.

Para início de trabalho apresentamos a turma uma variedade de textos que compõem o gênero receita, logo após fizemos uma descrição sucinta do texto selecionado, a receita culinária, mostrando as especificidades desse gênero, que como os demais possuem características próprias. Segundo Koch (2004, p.2):

A Lingüística Textual pode oferecer ao professor subsídios indispensáveis para a realização do trabalho acima mencionado: a ela cabe o estudo dos recursos lingüísticos e condições discursivas que presidem à construção da textualidade e, em decorrência, à produção textual dos sentidos. Isto vai significar, inclusive, uma revitalização do estudo da gramática: não, é claro, como um fim em si mesma, mas com o objetivo de evidenciar de que modo o trabalho de seleção e combinação dos elementos lingüísticos, dentro das variadas possibilidades que a gramática da língua nos põe à disposição, nos textos que lemos ou produzimos, constitui um conjunto de decisões que vão funcionar como instruções ou sinalizações a orientar nossa busca pelo sentido.

Como podemos notar na passagem de Koch a lingüística nos abre um leque muito grande com relação ao estudo dos gêneros e não há lugar melhor para esse estudo que a escola, local onde formamos saberes e instigamos pesquisas sejam elas simples ou mais elaboradas.

Receita1

Assim, a professora de língua portuguesa trabalhou os textos prescritivos que são os que contêm informação acerca do modo de realizar uma atividade: são instruções. Os alunos foram levados ao laboratório de informática da escola para pesquisarem sobre o tema, cada aluno fez sua pesquisa no seu caderno e na sala de aula houve uma socialização do que foi pesquisado entre eles.  Através deste trabalho os alunos perceberam que o gênero receita, no que tange a culinária, era formado por partes: ingredientes e modo de preparo (modo de fazer).

Após essa primeira etapa de pesquisas os alunos se juntaram em duplas, para escreverem a suas receitas preferidas, logo após foram lidas em voz alta e selecionada uma para se colocar em prática na cozinha da escola. O segundo passo foi a produção da receita com os alunos, onde  a professora levou os alunos aos supermercados para fazerem uma pesquisa de preços, qualidades e quantidades necessária para realização da mesma. Em sala foram calculados os valores que se gastariam para a realização da receita, bem como foi verificado o supermercado onde seria mais viável a compra dos ingredientes. Como os ingredientes, na maioria das vezes, são vendidos por unidades de massas (quilogramas) ou capacidades (litros) foi feito uma transformação para sua unidade imediatamente inferior, grama e mililitro e calculado o preço exato para se fazer uma receita. Para facilitar a visualização dos preços nos dois mercados, elaboramos um gráfico de barra com os ingredientes e valores, ficando assim bem claro qual o mercado com o melhor preço.

 

Receita2

A receita escolhida pelos alunos foi a torta de frango.

 

Massa para torta

Ingredientes

3 ovos

12 colheres de trigo (400 g)

Meia xícara de chá de óleo (50 ml)

2 xícaras de chá de leite (200 ml)

1 pitada de sal

Pó Royal a gosto (10 g)

 

Modo de Preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e coloque para assar.

Receita3

Os alunos viram os preços de todos os ingredientes no mercado e dividiram entre si, com a contribuição de cada aluno, os ingredientes para a torta foram comprados pela professora.  Para a elaboração da torta os alunos foram levados à cozinha da escola onde colocaram as tocas, para que tudo fosse dentro das normas de higiene, todos  os alunos  ficaram observando a produção da torta e vendo como as unidades de medidas que eles estudaram na teoria era aplicada na prática, muitos alunos ficaram admirados quando constataram que a matemática está presente em nossa volta e as vezes nos passa desapercebido.

Foram feitas duas receitas da torta, os alunos cortaram os ingredientes, mediram as quantidades. Depois das tortas assadas observamos como deveria ser o tamanho das fatias da torta para que fosse compatível ao total de participantes, compramos os refrigerantes e fomos nos deliciar com esta guloseima que além do sabor, nos possibilitou degustar saberes coletivo.

Segundo Luiz Carlos Pais, o aluno deve ser estimulado a realizar um trabalho voltado para uma iniciação à “investigação científica”. (...) Assim, aprender  a valorizar o raciocínio lógico e argumentativo, torna-se um dos objetivos da educação matemática, ou seja, despertar no aluno o hábito de fazer uso de seu raciocínio e de cultivar o gosto pela resolução de problemas. Não se trata de problemas que exigem o simples  exercício da repetição e do automatismo, mas daquele no qual é possível vivenciar situações concretas de aprendizagens. É preciso buscar problemas que  permitam mais de uma solução, que valorizem a criatividade e admitam estratégias pessoais de pesquisa.

Aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelo educando, e só tem sentido se resulta de uma aproximação crítica dessa realidade. Portanto o conhecimento que o educando transfere representa uma resposta à situação de opressão a que se chega pelo processo de compreensão, reflexão e crítica (LIBÂNEO, 1991, p. 54).

Essa valorização do uso pedagógico do problema fundamenta-se no pressuposto de que seja possível o aluno sentir-se motivado pela busca do conhecimento. Seguindo essa idéia, o trabalho com resolução de problemas amplia os valores educativos do saber matemático e o desenvolvimento dessa competência contribui na capacitação do aluno para melhor enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.

Esta seqüência de atividades também foram desenvolvidas em outra escola, onde foi possível observar com certa surpresa que todos os alunos, mesmo na construção das propostas terem relatado outros tipos de receitas além da culinária, também optaram por esta. Assim, trouxeram para a sala de aula inúmeras receitas, nas quais puderam verificar como os conceitos matemáticos apresentados em sala de aula encontravam-se presentes neste gênero. Foi possível instigá-los a observar as diferentes  unidades de medidas apresentadas nas receitas: quantidades em gramas, ml, xícaras, colheres, copos etc.

Complementando o trabalho os alunos fizeram  uma pesquisa, sobre equivalências de medidas nas receitas culinárias, onde os grupos puderam utilizar a internet para aprofundar os conhecimentos que já detinham sobre o assunto, bem como os obtidos em sala de aula. Após a pesquisa cada grupo de alunos escolheu uma receita para ser feita por eles. A idéia foi aprofundar conhecimentos sobre afetividade, relacionamento, organização, bem como fazer a observação na prática dos conhecimentos teóricos obtidos.  Em seguida, cada grupo calculou o custo de sua receita e fomos juntos aos supermercados, educador/educando, fazer uma pesquisa de preços dos ingredientes de suas receitas.

Retornando aos trabalhos em sala de aula, fizemos as adequações precisas de valores para cada receita usando regra de três simples. Cada grupo colocou os valores de cada ingrediente usado e fez a somatória, achando o custo de sua receita e colocando em uma  tabela elaborada por eles.

 

Receita4

Assim, foi possível calcular, logo após fazer as comparações com as outras receitas, o valor, a quantidade, o sabor, etc. Em outro momento, usando a tabela de equivalência de medidas, os educandos transformaram as quantidades de cada ingrediente de sua receita em uma mesma unidade (grama). Por exemplo; uma xícara de açúcar em grama, um ovo-grama etc. e depois fizessem à soma das quantidades em gramas, para que cada grupo pudesse montar sua tabela e produzir um gráfico, mostrando a quantidade de ingredientes em cada receita, tanto em porcentagem, como em grau. Os cálculos foram feitos usando o conceito de regra de três simples e com a ajuda da calculadora.

A princípio, os grupos tiveram dificuldades nos cálculos de porcentagem e em grau, mas com a orientação efetiva da educadora, cada grupo pode realizar os cálculos. Quando foram construir os gráficos dos setores escolhidos também tiveram dificuldades em manusear os transferidores, mas ao final conseguiram realizar a atividade. Depois das atividades de cálculos, veio a melhor parte para todos: por em prática uma das receitas. Houve desacordo na escolha da receita, mas ao final entraram em consenso e escolheram o bolo de leite ninho. Fizemos a lista de ingredientes que cada um iria trazer e fizemos o bolo na cozinha da escola. Todos queriam participar do feitio do bolo, colocando em prática os conhecimentos adquiridos.     Depois do bolo assado colocaram o recheio e a cobertura, observamos como deveria ser o tamanho das fatias do bolo para que fosse compatível ao total de participantes, compramos os refrigerantes e fomos nos deliciar com esta guloseima.

O objetivo desta atividade foi levar o aluno a perceber a organização estrutural de uma receita. Toda receita tem, além do título, Ingredientes (que podem ser apresentados em qualquer ordem) e Modo de fazer, também chamado de Modo de preparar e Preparo (que supõe certa seqüência de ações) Optativo que seria ainda incluir Tempo de preparo e rendimento. Com este saber possibilitar aos educandos compreensão de que aos saberes cotidianos estão intrínsecos os saberes aprendidos no contexto escolar.

 

3. Considerações Finais

As atividades propiciadas pelo gênero receitas foram bastante gratificantes, pois além de virem à teoria sobre a receita, também trabalharam na prática o que os ajudou a identificar melhor o gênero receita. A atividade prática além de ser prazerosa estabeleceu relações que fizeram os educandos entenderem que se utilizam de operações matemática no cotidiano,  tais como: ir ao supermercado, fazer uma receita, saber a medida de massa      (peso), etc. Atividades que transgridem os exercícios de fixação ou a reprodução de textos sem compreender a sua aplicabilidade nas práticas sociais.

Ao trabalhar a matemática por professoras e escolas diferenciadas, com a mesma proposta de ensino, constatamos que o desenvolvimento das atividades foi trabalhado de formas diferentes, conforme descrito anteriormente, o que mostra a singularidade de cada contexto. Portanto, ao dizer que não há receita no contexto escolar, compreendemos que cada educador/educando ao efetivar suas propostas pedagógicas devem por meio de sua ousadia criar novas proposições educativas, considerando as subjetividades e os contextos de seus educandos.

Acreditamos que houve um aprendizado maior por parte dos alunos ao vivenciar as atividades trabalhadas na teoria e na prática. Nosso objetivo foi instigar nos educandos a compreensão de que tanto a Língua Portuguesa como a Matemática, ensinadas nas escolas, estão vivas nos contextos da vida cotidiana. Enfim, a possibilidade de trabalho interdisciplinar para ser colocada em prática, requer mudança de várias posturas do educador, pois neste espaço é preciso ser autor do processo educativo, aprendendo a também ouvir os educandos.

 

4- BIBLIOGRAFIA

Arroyo, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagem e auto-imagens. Petrópolis – RJ: ed. Vozes, 2000.

BRONCKART,  Jean-Paul . Atividade de linguagem, textos e discursos. Por um interacionismo sócio-discursivo.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler : em três artigos que se completam. 41. ed. São Paulo: Cortez, 2001.87p. ( Coleção Questões da Nossa Época, 13)

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa. Ed. Paz e Terra, dezembro 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 44ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

KOCH, Ingedore G. Villaça. Introdução à Lingüística Textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004ª.

L. A. Gêneros textuais; Constituição e práticas sociais. São Paulo: Cortez 2001.

MARCURCHI, Luiz Antonio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

MARCUSCHI, L. A. Lingüística textual: O que é e como se  faz. Recife: UFPE (séries debates),1993.

PAIS, Luiz Carlos. Didática da matemática: uma análise da influência francesa. Belo Horizonte: ed.Autêntica, 2001.

Parâmetros Curriculares Nacional : Matemática/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: Mec/SEF, 1998.

Projeto Gestar II, 2010.

 

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